Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
Atrativos Turísticos

Uma viagem pelo rico acervo histórico e cultural de Sergipe

Publicada em 30/06/19 às 15:17h - 266 visualizações

por Viaje Sergipe


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Vista aérea de São Cristóvão a cidade mãe de Sergipe  (Foto: Divulgação)

Sergipe possui um patrimônio histórico- cultural  considerável. Duas cidades históricas se destacam por serem verdadeiros museus vivos a céu aberto: São Cristóvão e Laranjeiras, cada qual com suas peculiaridades. A primeira é a quarta cidade mais antiga do Brasil e antecedeu Aracaju como capital sergipana. A segunda ainda preserva seus antigos casarões, frutos de uma época áurea na qual cidade, no auge do ciclo canavieiro, foi chamada de Atenas Sergipana. Laranjeiras abrigava, em séculos passados, uma vida econômica e sócio-cultural pulsante com gabinetes de leituras, clubes de teatros e jornais.

Conhecer as cidades históricas de Sergipe representa uma viagem ao passado de seu povo. Ainda hoje, nas suas ladeiras de pedras, nas informações de seus museus ou em uma breve conversa com moradores mais antigos, a memória histórica é preservada para futuras gerações. Além do patrimônio material, as duas cidades históricas também são conhecidas por possuírem grupos folclóricos de tradição secular que continuam cantando e recontando a histórias do seu passado em constante diálogo com o presente. Seguindo por estes caminhos o turista poderá levar de volta, na sua bagagem, um maior conhecimento sobre esse pedaço de Brasil. Com um rápido acesso, a poucos minutos de Aracaju, as cidades de São Cristóvão e Laranjeiras representam uma agradável surpresa.

 


SÃO CRISTÓVÃO

 

A cidade fica localizada a 25 km de Aracaju foi fundada em 1590 e é considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil. Com acesso fácil e rápido saindo da capital, o turista pode visitar aquela que foi a primeira capital da então Província de Sergipe Del Rei. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – preserva um conjunto arquitetônico colonial que encanta pela harmonia e é um verdadeiro mergulho no passado.

 

Contrastando com a cidade baixa, era no alto de suas colinas que se edificava a sede do poder civil e religioso. A ampla Praça de São Francisco cujo o centro ostenta um belo cruzeiro apresenta um agrupamento arquitetônico bem conservado formado pela Igreja e o Convento de São Francisco, do século XVII, que hoje abriga o Museu de Arte Sacra e que antes era a antiga sede da Assembléia Provincial; pela Casa de Misericórdia bela construção barroca  que foi o primeiro hospital da Província de Sergipe – também do século XVII e pelo Museu Histórico, antigo Palácio Provincial onde se hospedou Dom Pedro II  ao visitar a cidade em 1860. O conjunto arquitetônico da Praça São Francisco entrou na disputa para obter o título de Patrimônio Histórico da Humanidade emitido pela Unesco avaliado por um júri composto por 30 países.

 

Na Praça do Carmo o visitante encontra a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída pelos jesuítas no século XVIII. A santa que empresta seu nome a igreja era alvo de devoção dos escravos. Ainda hoje o local da praça é palco de manifestações populares de herança afro como a Taieira e a Chegança. Nesta praça também se situam a Igreja e o Convento do Carmo que abriga o Museu dos Ex-votos. No Convento, atual residência de freiras beneditinas, uma das atrações são os deliciosos biscoitos feitos pelas religiosas e disputados pelos turistas. Complementam o conjunto de monumentos arquitetônicos tombados três sobrados coloniais. Um acontecimento religioso de grande participação popular é a Procissão dos Passos no segundo domingo após a quarta feira de cinzas.

 

LARANJEIRAS

 

Fica situada a 20 km ao norte de Aracaju e é, assim como São Cristóvão, reconhecida como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Surgiu com a  ocupação do Vale do Cotinguiba – região marcada pelo grande número de engenhos e o plantio da cana-de-açúcar. Desde sua origem Laranjeiras contou com a presença dos padres jesuítas que construíram, em 1701, a Igreja e a Casa do Retiro, sua  primeira residência. Torna-se, na época, um importante centro comercial onde foi criada a primeira  alfândega de Sergipe e um porto fluvial de intensa movimentação. A cidade atingiu seu maior esplendor no século XIX. A riqueza gerada com a indústria açucareira permitiu o surgimento de uma importante arquitetura de igrejas e sobrados o que lhe confere o título de Museu a Céu Aberto. Gabinetes de leitura, clubes de teatro, colégios e jornais atestaram a intensa vida cultural da próspera Laranjeiras de então que comportava orgulhosamente o nome de Atenas Sergipana.

 

São muitos os locais dignos de visitação:

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Camandaroba, uma construção jesuítica do século XVIII, verdadeira obra-prima da arquitetura colonial, localiza-se a 1 km da sede. Diz a lenda que um túnel ligava a igreja à Gruta da Pedra Furada.

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus – também do século XVIII – localizada no centro urbano foi construída para a aristocracia do açúcar. Possui um dos poucos órgãos de tubos existentes no Brasil.

Igreja de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário foi construída pelos escravos. Nesta construção de pedra e taipa é feita a coroação da Rainha das Taieiras na Festa dos Santos Reis. São ainda dignos de visitação a Igreja do Senhor do Bonfim, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos, a Capela de Sant’Aninha; o Mercado e o Paço Municipal; o Trapiche – local onde era feito o desembarque e alojamento de escravos, o atual Centro de Tradições, além de seus diversos museus.

 

Laranjeiras também abriga um patrimônio imaterial riquíssimo formado por seu grande número de grupos folclóricos originais. Um número representativo desse grupos se encontra no povoado de remanescentes quilombolas conhecido como Mussurca.  A cidade tem sediado durante 33 anos ininterruptos o Encontro Cultural de Laranjeiras que tem como enfoque principal a cultura popular.

 

Fora as duas cidades históricas mencionadas, há ouras obras  arquitetônicas tombadas pelo IPHAN, dentre os quais  podem ser citadas: Igreja de Nossa Senhora do Socorro, construção jesuítica do século XVII que fica no município de Tomar do Geru (extremo sul do estado), antiga aldeia dos Kariris; Casa de Tejujeba, no município de Itaporanga, a primeira residência jesuítica em Sergipe; Igreja Matriz de Divina Pastora, construção jesuítica em estilo barroco; Igreja Matriz de Santo Amaro das Brotas construída pelos carmelitas no século XVIII; Sobrado na Praça Rio Branco em Estância, sofisticada construção revestida de azulejos portugueses.




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1 comentários


Eldenir

02/07/2019 - 13:54:32

As cidades históricas são umas verdadeiras maravilhas da historia do estado de Sergipe .Sergipe é um celeiro de cultura .


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