Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
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'De olho na mancha' discute acidente ambiental no litoral nordestino

Estudantes, mestres e doutores se reuniram com o objetivo de promover o debate sobre os impactos socioambientais do vazamento de óleo que atingiu as praias nordestinas

Publicada em 22/11/19 às 09:44h - 135 visualizações

por Radio Boas Novas e Viaje Sergipe


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 (Foto: Divulgação )
O vazamento de óleo que atingiu diversas praias do Nordeste foi o foco de palestras realizadas nesta quinta-feira, 21, na Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento “De Olho na Mancha”, iniciativa do Colégio de Aplicação (Codap-UFS), em parceria com o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) e participação da Prefeitura de Aracaju que, por intermédio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), expôs o olhar da gestão pública municipal e as ações que vêm sendo desenvolvidas para solucionar o problema de maneira célere.

Representando a administração municipal, o secretário municipal do Meio Ambiente, Alan Alexander Lemos, foi um dos integrantes da mesa redonda realizada no evento.  “É mais uma oportunidade que temos de detalhar o trabalho que a Prefeitura tem feito para mitigar os efeitos das manchas de óleo que atingiram o nosso litoral, mostrar as complicações do ponto de vista técnico e como a gestão, com seus recursos e suas diversas secretarias, desde quando a mancha foi avistada em Aracaju, mobilizou uma força-tarefa integrada, de modo que a gente pudesse, independentemente da origem do óleo, dar conta da limpeza das praias de Aracaju, além de monitorar”, explicou Alan.

Segundo o secretário do Meio Ambiente de Aracaju, o evento é importante porque envolve diversos estudiosos e pesquisadores de áreas ligadas ao meio ambiente que têm como foco analisar os efeitos da tragédia ambiental e, consequentemente, se debruçar na busca por soluções.

Presentes no evento, estudantes, mestres e doutores se reuniram com o objetivo de promover o debate sobre os impactos socioambientais do vazamento de óleo que atingiu as praias nordestinas, chance de propiciar uma visão multidisciplinar dos problemas gerados pelas manchas de óleo.

De acordo com o professor de Geografia do Codap, dos programas de Mestrado e Doutorado do Prodema e organizador do evento, Jailton Costa, mesmo com as ações que já vêm sendo desenvolvidas para solucionar o ocorrido, houve, ainda, a necessidade, enquanto programa de pós-gradução que discute a temática de desenvolvimento e meio ambiente, pensar mais profundamente sobre a questão.

“Até então, a universidade ainda não havia organizado um evento para tratar sobre essas circunstâncias, então, envolvemos alunos de todos os níveis e organizamos o evento. Como a UFS produz mais de 90% de todo o conhecimento do Estado de Sergipe, ela não pode se eximir, neste momento, de fazer parte dessa discussão e difundir, ainda mais, a pesquisa e o olhar para essas questões”, frisou.

Mediador da mesa redonda, diretor de Ciências Exatas e Tecnologia da UFS e professor do Prodema, Roberto Rodrigues ressaltou que o programa trabalha numa concepção de desenvolvimento sustentável e foi criado em rede, com outros estados do Nordeste, e para tratar sobre desenvolvimento sustentável é preciso tratar sobre as partes econômicas, ambiental, social, cultural e política.

“A pertinência desse evento é justamente por reunir os diversos olhares para a situação do óleo nas praias. A intenção não é polemizar, é encontrar soluções. Houve um dano ambiental e isto é um fato, então, precisamos somar os esforços, estar junto, sobretudo das comunidades atingidas, e, além de discutir a respeito do assunto, agir”, pontuou.

Situação atual em Aracaju
Na oportunidade, o secretário municipal do Meio Ambiente esclareceu sobre a atual situação das praias da capital sergipana. De acordo com Alan Alexander, nesta semana, equipes da Prefeitura foram até Brasília conhecer o Grupo de Acompanhamento de Avaliação (GAA), de onde é feito todas as ações de monitoramento do país, em toda a faixa litorânea.

“Hoje, são 3.500km de faixa litorânea que foram contaminadas em todo o Brasil. Aqui em Aracaju, o monitoramente é feito pela Marinha e pela Sema e os dados retirados desse monitoramento indicam os próximos passos das ações. Atualmente, temos apenas vestígios de manchas de óleo. Há a necessidade de um contínuo monitoramento, mas, também, de uma limpeza mais delicada porque não pequenas partículas, o que envolve mais cuidado e atenção. No entanto, a quantidade é decrescente, não há manchas novas”, afirmou.

Na de semana, a Prefeitura vai contar, mais uma vez, com equipes do Corpo de Bombeiros no auxílio à limpeza das praias, 60 pessoas, ao todo, divididas no sábado e no domingo.

O trabalho de limpeza segue com equipes da Sema, secretarias municipais da Defesa Social e Cidadania (Semdec) e da Comunicação Social (Secom), Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), está baseada em três pilares: monitoramento ambiental diário, limpeza das praias e educação ambiental.

O secretário considerou que algumas localidades os banhistas podem frenquentar as praias, mas, com o devido cuidado. “Da faixa do Farol até os Arcos da Atalaia está em melhor condição, com certa segurança, dá para frequentar. Da Cinelândia para frente é preciso de mais cuidado. Dos locais, o Viral é onde apresenta uma situação mais complexo, portanto, é preciso cautela e cuidado redobrado”, completou.



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